Batizamos o Henrique!
... mas  caminho será o dele.

Mas o caminho será dele.

Este fim de semana batizamos o nosso Henrique❤️. O meu sobrinho-neto 💙.

Mais do que um ritual, foi um momento de família. Um momento de fé. Acredito também um um momento de esperança. Esperança de que o Henrique possa crescer rodeado de amor, de bons exemplos e de pessoas que lhe deixem alguma coisa.... E que possa levar de cada um de nós um pouco. Um valor. Uma aprendizagem. Uma história. Uma forma de olhar para a vida. Um dia, será ele a escolher a construir a sua.

Enquanto olhava para o Henrique, pensei nas empresas familiares e ocorreu-me a ideia de que muitas vezes confundimos legado com continuidade. Um fundador passa décadas a construir uma empresa e, naturalmente, deseja que os filhos ou os netos lhe deem continuidade. E com frequência ouço a frase - “Eu construí isto para vocês.”

O pensamento que me ocorreu foi - será que “para vocês” significa necessariamente por vocês? Uma empresa familiar também transmite muito mais do que património. Transmite valores. Cultura. Conhecimento. Histórias. Relações. Uma forma de fazer.

É, como no batismo e educação do pequeno Henrique, dar raízes sem cortar as asas.

A próxima geração deve poder receber o melhor daquilo que foi construído antes dela. E deve também ter espaço para questionar, transformar e, se for esse o seu caminho, até construir algo completamente diferente. Porque preparar a sucessão não é preparar alguém para continuar exatamente onde nós parámos. É preparar alguém para ter liberdade para escolher onde quer chegar. Defendo sempre esta ideia nas empresas que acompanho.

E foi isso que senti este fim de semana. Batizamos o Henrique. Entregámos-lhe a nossa fé, o nosso carinho e os nossos desejos. E espero (esperamos!) que, ao longo da vida, ele possa levar um pouco de cada um de nós. E óbvio que nunca se esqueça que o caminho será dele.

O mesmo deve acontecer nas empresas familiares e talvez seja exatamente isso que devemos deixar à próxima geração: raízes fortes, valores sólidos e... liberdade para escolher o seu próprio caminho!

PS: artigo escrito sem recurso a AI 😀

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